sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

para mim o principal numa relação é a química. é aquela sensação de nervoso miudinho, misturado com mil borboletas na barriga. é sentir o coração a palpitar cada vez que se ouve o nome, ou que uma porta se abre do outro lado do café. é estar sempre á espera, mesmo sem esperar nada. é viver de mãos abertas e de coração fechado, para não deixar fugir pedacinho nenhum. é guardar tudo, o primeiro beijo, o ultimo, o segundo e o do meio. é saber de cor da t-shirt e a bebida, lembrar-se da conversa e ainda rir da piada de há meses atrás. a química é algo natural, tão natural que nem se sabe o que é, e na maioria das vezes nem julgamos que é alguma coisa. pensamos que não significa nada, mas vivermos de mãos abertas sempre com vontade de mais. o mais saudável numa relação é aquilo que não pode ser pré-fabricado. e a química meu deus, ou acontece de um momento para o outro, ali logo no primeiro instante, ou simplesmente não. e ai não vale a pena tentar decorar nada, porque não tem o mesmo sabor. às vezes os grandes amores, até são mesmo grandes, tem o que mais queremos, tem a segurança que não nos faz balançar, a confiança que nos impede de recuar, as palavras mais bonitas, as prendas mais caras, os jantares melhores, muitos e muitos amigos, as festas mais badaladas, flores de vez em quando, família e datas para celebrar. pode ser um príncipe, pode nunca se esquecer de nós, preocupar-se a toda a hora, mas se não houve química, não é a mesma coisa. (..) a paixão é algo que nasce ali. é o estar numa multidão de gente e de repente o mundo parar. os olhos cruzam-se e tudo á volta se cala. ninguém repara, mas nós sabemos que é ele. e mesmo que nenhuma palavra se troque, o nosso coração reconhece. é a primeira impressão, e o coração bate descompassadamente, as mãos tremem, e pelo corpo é uma sensação de calor tremendo. depois passa, fica tudo tranquilo, porque sabemos, que é ele.

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