
e hoje é como se me doessem os pés, as mãos, o pescoço, as pernas e os braços. é como se me tivessem arrancado um bocado tão grande que nem falta lhe ache. dizem que o pior não é a queda, é o levantar, e é verdade. cair toda a gente caí, mas só alguns se levantam. desta vez não caí, fiquei parada, estagnada, como se me tivessem amarrado. não consigo andar nem para a frente, nem para trás. tudo o que ouço de fundo, soa-me a mau, e no fundo sei que nem tudo é tão mau quanto parece. preferia que me tivessem batido, com força, a largarem-me a cem metros do chão. eu não tenho equilíbrio não percebem? e ele, oh e ele não quer saber, só se sabe ouvir a si mesmo. é igual a vocês. e eu? onde é que eu fico hoje no meio disto tudo?
pela primeira vez sinto que (já) não pertenço aqui.
detesto o carnaval. e ontem bebi mais que a conta, e hoje não consigo comer nada, e estou cheia de fome :# e estive a tentar aprende a tocar djambé, mas como me esqueci de tirar os anéis, agora tenho os dedos todos negros. e mais, discuti com a minha mãe, e grrr. pela primeira vez, outra vez, quero ir trabalhar para não ter que olhar mais para a cara desta gente!
o texto, amei!
ResponderEliminarE tenta não pensar nos problemas!*