quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

será que eles são assim tão diferentes de nós? ás vezes acho que sim, outras vezes penso que não. (..) interrogo-me vezes sem conta, se por algum momento eles se auto-destroem, se martirizam, se preocupam, sequer. passo noites a pensar se o passado lhes pesa, ou se sequer lhe provoca ainda qualquer tipo de sentimento. (..) será que eles pensam em nós antes de dormir? ou que pelo menos sonham connosco? ás vezes imagino-os acordar a meio da noite, completamente embebidos pela nossa pela. e que nesse momento o desejo é tão grande que nos começam a imaginar ali. completamente abstraídos da realidade juram sentir os contornos do nosso corpo e a suavidade dos nossos cabelos, e nem se apercebem que é apenas a saudade a dar-lhes cabo do juízo. (..) será que eles acordam com vontade de nos ligar? que ainda nos escrevem mensagens enormes, de coração aberto? é certo que a coragem lhes falha no momento de enviar, mas a intenção, será que existe? querem-nos tanto que têm medo de se deixar levar. são tão medrosos, sempre acreditei nisto. (..) nós não. se amamos, lutamos. e mesmo na altura de desistir, a espera permanece. e mesmo que se diga que se seguiu outro caminho, por dentro é tão óbvio o deitar tudo a perder em qualquer momento, basta um olhar bem trocado, um abraço bem dado, uma palavra bem escolhida. é saber que a qualquer hora se pode largar tudo, dar meia volta ao mundo e apostar que vale a pena viver aquilo.

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