
eu gosto dele sabes? sei que dito assim parece estúpido e completamente inconsequente, mas é apenas a verdade e nada mais que isso. e sei que se não o admitir agora, me arrependerei para o resto da vida. não consigo mais carregar este peso sozinha entendes? mas também não o posso dividir com ninguém, porque é so meu. e ele têm o dele, eu sei que têm. gostei dele desde a primeira vez que me agarrou na mão, ainda meio a medo. tanta gente á nossa volta e ninguém se apercebeu de nada, e ainda bem. aquele não teria sido o momento certo para explicar a toda a gente, o que nem nós entendíamos. não teríamos palavras, nem certezas para dar. ninguém deu pelas nossas mãos dadas por baixo do cobertor, nem pelo quando aquilo significou. foi uma sensação de adrenalina misturada com alguma vergonha, quando encostei a minha cabeça ao ombro dele e ele se enroscou automaticamente a mim, sem nunca deixar a minha mão. foi como se tivesse ligado um dispositivo qualquer que nos fez entrar em completa sintonia. e eu continuo a gostar tanto dele, mesmo depois dele ter voltado para ela, mesmo não ouvindo a voz, não sentido o cheiro, não tendo o toque. ficou uma sensação de vazio nos meus dias, e principalmente nas noites. era ai que nos misturávamos como dois animais famintos pelo corpo um do outro. e pesa-me (ainda) tanto que não tenha havido uma conversa, um entendimento de opiniões.
lindo lindo, escreves de uma maneira tão tua, adorei
ResponderEliminar