terça-feira, 12 de janeiro de 2010

expoente da loucura.

afinal fomos o quê? esta pergunta está a enlouquecer-me. repete-se vezes sem conta na minha cabeça, e faz com que o coração (quase) me salte do peito. não podíamos simplesmente ter-nos ficado pelas palavras? secalhar estragamos tudo. não me devias ter contado tanto sobre a tua vida, seu estúpido. não me devias ter deixado sentar á mesma mesa que a tua mãe, nem me devias ter deixado conversar com ela tantas vezes. eu não podia ter entrado na tua casa, nem me podias ter levado ao teu quarto. foste tão estúpido em me prometeres sempre mais uma mensagem, mais uma conversa sem fim, mais uma gargalhada. e tu sempre tiveste tanta facilidade em fazer-me rir. saí-te naturalmente, e isso é uma das coisas que me enlouquece em ti. não te consigo ignorar, nem me consigo conter. é impossível não olhar para ti e ver um miúdo com um ar crescido, sempre de barba por fazer (o que te dá uma enorme graça, deixa-me que te diga). ela alguma vez te escreveu uma carta? não me devias ter dito aquelas coisas que fazem derreter qualquer mulher, não tu. devias ter ficado calado, e aguardado que eu não me mexesse. e afinal, afinal fomos o quê?

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